domingo, 14 de abril de 2019

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém.

Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem.
Uma das coisas mais desagradáveis que ocorrem é sermos mal entendidos, quando o outro deturpa nossas palavras ou nossas atitudes, descontextualizando-as e utilizando-as em proveito próprio, enquanto nos coloca como o vilão da história. A gente acaba até ficando sem saber se nós é que não soubemos nos colocar ou se o outro é que não sabe interpretar um texto.
Infelizmente, quanto mais tentarmos provar o nosso ponto de vista, quanto mais nos explicarmos, pior ficaremos, porque quem não entende da primeira vez raramente compreenderá dali em diante.
Quem se faz de bobo e de vítima jamais será capaz de assumir seus erros, de se responsabilizar por seus atos, de se colocar no lugar de alguém.Tentar fazê-los enxergar além de seu umbigo é inútil.
Na verdade, teremos que sempre ser verdadeiros e claros, com todo mundo, pois, assim, quem nos conhece de fato e gosta de nós não se abalará com as maledicências que alguém tentar espalhar sobre nossa pessoa. Temos que ter a tranquilidade de que vivemos de acordo com o que somos, sem dissimulações e meias verdades, para que a mentira alheia não nos atinja nunca, tampouco possa ser levada em conta por quem nos é importante.Eu costumava bater de frente, quando entendiam errado o que eu dizia, quando maldiziam minhas atitudes. Hoje, não perco mais tempo tentando provar nada a ninguém, de jeito nenhum. O meu tempo é por demais precioso e resolvi aproveitá-lo fazendo o que eu gosto, junto com quem me faz bem. Hoje, tenho a certeza de que muitas pessoas só entenderão aquilo que quiserem e da maneira que melhor lhes convier.
Não importa o que eu diga ou o que eu faça, muitas pessoas somente interpretarão minha vida de acordo com o nível de percepção delas mesmas, para que possam se justificar através dos erros que transferem ao mundo – segundo elas mesmas, elas nunca erram.Não tenho muito tempo livre, portanto, não gastarei mais energia com quem não merece. Vivamos!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O que é Cistite?

O que é Cistite?

A cistite é uma infecção da bexiga. As infecções da bexiga urinária são frequentes nas mulheres, particularmente durante o período fértil. Algumas mulheres desenvolvem cistites repetidas.

As bactérias da vagina podem deslocar-se para a uretra e para o interior da bexiga. Além disso, a cistite vaginal pode acontecer depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu traumas.

Cistites são menos frequentes nos homens e iniciam-se, em geral, com uma infecção na uretra que se estende à próstata e posteriormente à bexiga. Por outro lado, uma infecção da bexiga pode ser provocada por um cateter ou por um instrumento utilizado durante um ato cirúrgico. A causa mais frequente de infecções de repetição nos homens é uma infecção bacteriana persistente na próstata.


Causas

Seu sistema urinário inclui rins, ureteres, bexiga e uretra. Todos têm um papel na remoção de resíduos do seu corpo. Seus rins filtram o sangue, retirando substâncias tóxicas, e também regulam as concentrações de muitas substâncias. Os ureteres transportam a urina dos rins para a bexiga, onde é armazenada até que ele sai do seu corpo através da uretra. A causa da cistite pode variar conforme o local afetado:


Cistite bacteriana

Ocorre geralmente quando as bactérias fora do corpo entram no trato urinário através da uretra e começam a multiplicar-se. A maioria dos casos de cistite bacteriana é causada por bactérias do tipo Escherichia coli (E. coli). Cistite bacteriana vaginal também pode ocorrer como resultado de relações sexuais.


Infecções urinárias hospitalares

Estas infecções ocorrem em pessoas que estão em uma clínica ou hospital para tratamento de alguma condição. Na maioria das vezes elas acontecem em pessoas que tiveram um cateter urinário colocado através da uretra e na bexiga para coletar a urina, uma prática comum antes de alguns procedimentos cirúrgicos e exames ou como um meio de drenagem urinária para idosos ou pessoas que não podem levantar da cama.


Cistite não-infecciosa

Embora as infecções bacterianas sejam a causa mais comum de cistite, um número de fatores não infecciosos podem inflamar a bexiga. Alguns exemplos:

Cistite intersticial, uma inflamação crônica de causa incerta

Certos medicamentos podem causar inflamação da bexiga

Tratamento de radiação da região pélvica

Uso de um cateter durante longos períodos

Hipersensíveis às substâncias químicas contidas em certos produtos, como o banho de espuma, sprays de higiene feminina ou geleias espermicidas

Cistite associada com outras condições, como câncer ginecológico, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose, doença de Crohn, lúpus, diverticulite ou tuberculose.


Fatores de risco

Algumas pessoas são mais propensas do que outras a desenvolver cistites ou cistites recorrentes. No caso da cistite vaginal, uma das principais razões para ela ser mais recorrente é a anatomia física, uma vez que a vagina tem uma uretra mais curta do que a do pênis, e isso reduz a distância que bactérias devem percorrer para atingir a bexiga.


O risco de cistite aumenta em pessoas que:

São sexualmente ativas

Usam diafragma para controle de natalidade

Estão grávidas

Sofrem interferência no fluxo de urina, como aquelas que têm cálculo renal ou próstata aumentada

Sistema imunológico baixo

Fazem uso prolongado de cateteres urinários.


SINTOMAS

Sintomas de Cistite

Os sintomas da cistite geralmente incluem:

Um desejo forte e persistente de urinar

Sensação de queimação ao urinar

Urinar em pequenas quantidades e frequentemente

Sangue na urina (hematúria)

Urina turva ou com cheiro forte

Desconforto na região pélvica

Sensação de pressão no abdômen inferior

Febre baixa.

Em crianças pequenas, fazer xixi na calça pode ser um sinal de uma infecção do trato urinário (ITU). Enurese noturna por si só não é susceptível de ser associada a uma UTI.


DIAGNÓSTICO E EXAMES

Buscando ajuda médica

Vá ao hospital imediatamente sentir esses sinais e sintomas:

Dor nas costas ou de lado

Febre e calafrios

Náuseas e vômito

Micção urgente, frequente ou dolorosa

Sangue na urina

Se os sintomas voltarem após um tratamento para cistite, também contate o médio. Você pode precisar de um tipo diferente de medicamento.

Se o seu filho começa a ter perdas de urina durante o dia, ligue para o pediatra.


Na consulta médica

Você provavelmente conversará com um urologista ou ginecologista, mas o problema também pode ser analisado por um clínico geral. Como as consultas médicas costumam ser muito curtas, você já pode chegar preparado:

Anote seus sintomas, incluindo os que parecem alheios à cistite

Faça uma lista de todos os medicamentos, vitaminas ou outros suplementos que você toma

Leve um caderno, tablet ou bloco de notas com você. Use-o para anotar informações importantes durante a consulta.

O médico deverá fazer uma série de questões, incluindo:

Quando você começou a perceber seus sintomas?

Você já foi tratado para cistite ou infecção renal no passado?

Quão grave é o seu desconforto?

Com que frequência você urinar?

Os sintomas aliviam ao urinar?

Você tem dor lombar?

Você teve febre?

Você já reparou em algum corrimento vaginal diferente ou sangue na urina?

Você é sexualmente ativo(a)?

Você usa contracepção? Que tipo?

Você poderia estar grávida?

Você está em tratamento para outras condições médicas?

Você já usou um cateter?

Quais os medicamentos você toma, incluindo aqueles sem prescrição, bem como vitaminas e suplementos?


Diagnóstico de Cistite

Se você tiver sintomas da cistite, vá a um hospital assim que possível. Além de fazer uma análise clínica, o médico pode solicitar estes exames:

Exame de urina

Cistoscopia

Raio-x ou ultrassonografia.

Prepare uma lista de perguntas a fazer ao seu médico sobre o diagnóstico de cistite. Coloque as dúvidas mais importantes em primeiro lugar, pois caso o tempo se esgote você já obteve o que era mais relevante. Algumas perguntas básicas para fazer incluem:

Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?

Existem outras causas possíveis?

Preciso de todos os exames para confirmar o diagnóstico?

Que fatores você acha que podem ter contribuído para a minha cistite?

Que tipo de tratamento que você recomendaria?

Se o primeiro tratamento não funcionar, como vai ser?

Estou em risco de complicações?

Qual é o risco de que esse problema se repita?

Que medidas posso tomar para reduzir meu risco de uma recorrência?

Além disso, não hesite em fazer perguntas a qualquer momento durante a sua nomeação.


TRATAMENTO E CUIDADOS

Tratamento de Cistite

Infecção bacteriana

Os antibióticos são a primeira linha de tratamento da cistite causada por bactérias. Que medicamentos são usados e por quanto tempo depende de sua saúde e as bactérias encontradas na urina.

Os sintomas costumam melhorar significativamente dentro de um ou dois dias de tratamento antibiótico se você tem uma cistite pela primeira vez. No entanto, é provável que você precise tomar antibióticos durante três dias a uma semana, dependendo da gravidade da sua infecção. Não importa qual a duração do tratamento, tomar todo o curso de antibióticos prescritos pelo seu médico para garantir que a infecção cessará completamente.

Se você tem cistites recorrentes, o médico pode recomendar o tratamento antibiótico e fazer uma avaliação para entender se há alguma anormalidade urológica causando as infecções. Tomar uma dose única de antibiótico após a relação sexual também pode ajudar a controlar o problema.

Para cistites hospitalares o tratamento é mais difícil, uma vez que as bactérias encontradas nos hospitais são mais resistentes aos tipos comuns de antibióticos. Por esse motivo, podem ser necessários diferentes tipos de antibióticos e diferentes abordagens de tratamento.

Mulheres na pós-menopausa podem ser particularmente suscetíveis à cistite. Como parte do tratamento, o médico pode recomendar um creme vaginal de estrogênio.


Na cistite intersticial a causa da inflamação é incerta. Por isso não há um tratamento único que funcione – sempre irá variar conforme o caso. Terapias utilizadas para aliviar os sinais e sintomas da cistite intersticial incluem:

Medicamentos por via oral ou inseridos diretamente em sua bexiga

Procedimentos que manipulam sua bexiga para melhorar os sintomas, tais como esticar a bexiga com água ou gás (distensão da bexiga) e cirurgia

Estimulação nervosa com impulsos eléctricos suaves para aliviar a dor pélvica e, em alguns casos, reduzir a frequência urinária.


Outras formas de cistite

Se você é hipersensível a certos agentes químicos de produtos de banho ou de espermicidas (como aqueles que estão no diafragma), evitar esses produtos pode ajudar a aliviar os sintomas e prevenir novos episódios de cistite.

O tratamento da cistite que se desenvolve como uma complicação da quimioterapia ou radioterapia incide sobre o manejo da dor, geralmente com medicamentos e hidratação para expulsar substâncias irritantes da bexiga. A maioria dos casos de cistite induzida por quimioterapia tende a se resolver após a conclusão da terapia.


Medicamentos para Cistite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de cistite são:

Amicacina

Amoxicilina + Clavulanato de Potássio

Ampicilina Sódica

Androfloxin

Bacteracin e Bacteracin-F

Cipro

Clocef

Clordox

Cloridrato de Lidocaína

Bactrim

Ceclor

Cefalotina

Ciprofloxacino

Clavulin

Cystex

Doxiciclina

Flanax

Macrodantina

Monuril

Nitrofen

Norfloxacino

Novamox 2x

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.


CONVIVENDO (PROGNÓSTICO)

Complicações possíveis

Quando tratada rapidamente e corretamente, a cistite raramente leva a complicações. Mas se não for não tratada pode se tornar algo mais sério, como infecção renal ou presença de sangue na urina. Em ambos os casos, deve-se ser feito tratamento médico adequado e investigação de outras possíveis causas.


Convivendo/ Prognóstico

Cistite pode ser dolorosa, mas você pode tomar medidas para aliviar o desconforto:

Faça uma compressa quente para aliviar a dor

Mantenha-se hidratado

Tome um banho de assento.

Se você tem infecções urinárias recorrentes, avise seu médico. Juntos, vocês podem desenvolver uma estratégia para reduzir as recorrências e o desconforto que a cistite pode trazer.


PREVENÇÃO

Prevenção

Beba mais água e outros líquidos

Quando você urinar, certifique-se de que esvaziou toda a bexiga

Urine imediatamente após a relação sexual, impedindo que as bactérias se movam para a uretra

Evite o uso de preservativos revestidos com espermicida ou um diafragma para controle de natalidade, se você tem sensibilidade a esses químicos

Troque os absorventes com frequência

Ao usar o banheiro, a vagina deve ser limpada de frente para trás, para evitar a propagação de bactérias do ânus para o seu trato urinário

Algumas evidências mostram que o suco de cranberry ajuda a prevenir infecção urinária

Se você tem cistite recorrente, pergunte ao médico sobre a possibilidade de tomar antibióticos logo após a relação sexual para prevenir a cistite

Mulheres na pós-menopausa podem fazer uso de estrogênio vaginal para prevenir cistite recorrente

Mantenha a ponta do pênis limpa, especialmente se ele for circuncisado. Isso porque o prepúcio é capaz de capturar as bactérias que poderiam entrar pelo trato urinário e causar uma infecção.


FONTES E REFERÊNCIAS

Mayo Clinic

Manual Merck

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Urologia


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Saiba os riscos da injeção de vitaminas direto na veia

tualmente, uma tendência tem chamado a atenção: as injeções intravenosas de vitaminas. Muito comum na Ásia, por lá, as injeções são oferecidas até em salões de beleza. Porém, a “moda” já deu as caras Brasil, Estados Unidos e Europa.

Um caso recente que ganhou destaque na mídia internacional foi o de uma mulher de 51 anos, que quase morreu na China, após misturar cerca de 20 frutas e fazer uma espécie de coquetel caseiro de vitaminas. Febre, coceira, até falência de órgãos e infecção generalizada foram alguns dos resultados desastrosos. Por muito pouco, a chinesa não chegou a óbito. 

Mas, até que ponto é saudável a injeção de vitaminas diretamente nas veias? A promessa é de aumento da energia, fortalecimento do sistema imunológico, melhora da pele, além da cura de outros problemas. Mesmo diante de tanta propaganda, não há base científica que comprove a eficácia das injeções.

 

A tendência de injeções intravenosas de vitaminas apresenta muitos riscos

Vários riscos

De acordo com a nutricionista e especialista em alimentação intravenosa, Sophie Medlin, quando se injeta algo no corpo, corre-se o risco de infecção a partir do local onde foi feita a injeção. Alguns problemas envolvem fatores como a limpeza das agulhas e o profissional que aplicará, pois, a forma como a agulha será inserida pode causar até mesmo uma inflamação no local injetado.

Apesar dos riscos, celebridades como Cara Delevigne e Chrissy Teigen aderiram à moda, postando nas redes sociais fotos delas mesmas ligadas a bolsas de soro e vitaminas.

Dentre os problemas mais graves do procedimento, vale destacar que a aplicação em pessoas que não têm reais necessidades de vitaminas, a prática pode acabar sobrecarregando o fígado e até os rins. Em vários lugares do mundo, há as variações, adaptadas para cada finalidade. No Brasil, é oferecida uma mistura de eletrólitos, vitaminas e antioxidante.

Ainda segundo Sophie, "é um procedimento de alto risco, especialmente em pessoas jovens e saudáveis que nunca fizeram exames de nível de hidratação ou distúrbios metabólicos", finaliza.

De acordo com Marcela Fuiza, da Associação Britânica de Nutrição, para "a maioria das pessoas, uma alimentação saudável e balanceada é suficiente para prover todas as vitaminas necessária".

Normalmente uma alimentação balanceada já fornece todas as vitaminas necessária

Como bactérias que carregamos no intestino podem influenciar nosso peso


Nossos intestinos contêm cerca de 100 trilhões de micróbios, coletivamente conhecidos como flora intestinal. Tal como nossas digitais, cada um de nós tem seu próprio microbioma, e eles são uma combinação do que herdamos de nossas mães durante o nascimento, dietas, meio ambiente e estilo de vida.

É sabido que o intestino exerce um papel fundamental em diferentes partes do nosso corpo, incluindo digestão, fome e saciedade, por meio de múltiplos mecanismos. Mas agora os pesquisadores estão começando a descobrir as diferenças específicas entre os microbiomas de pessoas obesas e magras. Eles acreditam que essas descobertas possam levar a tratamentos mais eficientes de controle de peso.

Existem centenas de diferenças no genoma humano que nos predispõem à obesidade, o que aumenta o risco de desenvolvermos doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Fatores genéticos, somados ao sedentarismo e à má alimentação, fizeram o número de pessoas com sobrepeso e obesas catapultar por todo o mundo. No Brasil, elas já são mais da metade da população, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Estudos com gêmeos mostraram que a obesidade tem uma taxa de herdabilidade - quanto de nossas características é causada pelos genes em vez do ambiente - entre 40% e 75%.

Ou seja, fatores externos podem influenciar nosso peso. Ainda assim, embora diferenças nas bactérias que carregamos em nossos intestinos possam interferir em nossos quilinhos extras, cientistas ainda não sabem por que ou até mesmo quanto disso se deve aos nossos genes.

Você já lutou para perder peso mesmo seguindo à risca uma dieta balanceada? Pois talvez a culpa recaia sobre as bactérias de sua flora intestinal. Especificamente, as enzimas transportadas dentro delas.

"Quando comemos algo, as bactérias que carregamos em nossos intestinos digerem parte dos alimentos que nossas enzimas não conseguem digerir", explica Purna Kashyap, professor-associado da Mayo Clinic e chefe do Gut Microbiome Lab, no Reino Unido.

"Esse processo gera calorias adicionais que nossa flora intestinal pode nos devolver. Trata-se, assim, de um relacionamento mutuamente benéfico, a partir do qual as bactérias nos dão mais nutrientes do que aqueles presentes no que comemos", acrescenta.

Kashyap decidiu, então, fazer um teste. Será que em uma dieta de baixa caloria, as bactérias do intestino poderiam ser mais eficientes não só em obter calorias dos alimentos (útil, por exemplo, em momentos de escassez de comida), mas também impedir a perda de peso?

Em seu experimento, 26 participantes seguiram uma dieta de baixo teor calórico rica em frutas, legumes e verduras, e alguns não perderam tanto peso quanto os outros. Análises de suas floras intestinais mostraram que os participantes tinham níveis diferentes de dois tipos específicos de bactérias. Uma delas, a Dialister, impedia a perda de peso.

Naqueles incapazes de perder peso, essa bactéria foi capaz de digerir carboidratos e usar sua energia de forma mais eficaz, diz Kashyap.

No entanto, o especialista diz que apenas uma fração da perda de peso pode ser controlada por esses micróbios.

"Do ponto de vista da biologia, faz sentido que as bactérias possam ser um obstáculo (para o emagrecimento), mas elas só conseguem desempenhar um papel muito pequeno, pois geram apenas um número reduzido de calorias necessárias."

Embora a pesquisa não pudesse concluir de onde vem a Dialister, outra pesquisa descobriu que algumas bactérias que passamos a carregar a partir de nossa dieta podem indiretamente causar ganho de peso ao mudar o comportamento do intestino.

Nesse estudo, os pesquisadores analisaram plasma sanguíneo e amostras de fezes de 600 pessoas obesas e não-obesas, e encontraram 19 diferentes metabólitos ligados a quatro tipos de bactérias intestinais que poderiam levar ao ganho de peso, incluindo glutamato, ligado à obesidade e BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada), associados à maior secreção de insulina e ao risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Esses metabólitos podem ser parcialmente determinados pelo consumo de carne, segundo a pesquisadora Louise Brunkwall.

"O padrão metabólico que identificamos continha muitos aminoácidos de cadeia ramificada, encontrados em produtos de origem animal. Isso está em linha com outras pesquisas que mostram que uma alta ingestão de proteína aumenta o risco de várias doenças", explica ela.

Brunkall diz que a pesquisa precisa se concentrar em como a composição das bactérias intestinais pode ser modificada para reduzir o risco de obesidade, além de entender como é a aparência de intestino saudável e quais fatores alteram sua composição bacteriana.

Ainda não estão claras as diferenças no perfil de bactérias intestinais de pessoas magras em comparação com pessoas obesas, diz Oluf Pedersen, professor de Genética Metabólica no Centro de Pesquisa Metabólica Básica da Fundação Novo Nordisk da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Por outro lado, já está cientificamente comprovada a importância de se ter uma flora intestinal diversa, repleta de muitos tipos diferentes de bactérias.

Pedersen e sua equipe analisaram as floras intestinais de 123 adultos não-obesos e 169 adultos obesos, e descobriram que 23% daqueles que tinham uma baixa diversidade de bactérias eram mais propensos a serem obesos, apresentavam resistência à insulina e tinham lipídios sanguíneos elevados e níveis maiores de marcadores de inflamação no sangue.

Tudo isso aumenta o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Aqueles que eram obesos e tinham menor diversidade bacteriana estavam em uma situação pior: ganharam muito mais peso nos nove meses anteriores ao experimento.

Pedersen diz que os cientistas ainda não sabem as razões pelas quais algumas pessoas têm mais diversidade de bactérias intestinais do que outras. Por outro lado, sabem que múltiplos tratamentos com antibióticos podem contribuir para uma grande perda de bactérias que nunca se recuperam totalmente.

Causa ou consequência?

Neste sentido, não sabemos se a diversidade de bactérias é causa ou consequência do ganho de peso. Mas evidências indicam que nossa flora intestinal pode, sim, influenciar nosso metabolismo.

Estudo descobriu que podemos aumentar diversidade de nosso microbiota intestinal aumentando consumo de fibra
Um estudo descobriu que podemos aumentar a diversidade de nosso microbiota intestinal aumentando o consumo de fibra. Quando consumimos fibras, nosso intestino as decompõem em ácidos graxos de cadeia curta, incluindo o butirato, um antiinflamatório ligado à magreza e a doenças inflamatórias mais baixas, explica Ana Valdes, autora do estudo e professora-associada da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

"Recomendo a quem tem diabetes tipo 2 fazer uma dieta rica em fibras para reduzir o nível da doença e aumentar a produção de butirato", diz ela.

"As pessoas com microbiomas mais diversificados e que comem mais fibras têm menos dietas insulinogênicas (alimentos que nos dão picos mais baixos de glicose e insulina) e, provavelmente, têm um metabolismo mais alto", acrescenta.
Segundo Valdes, "ainda precisamos fazer mais estudos, mas as bactérias intestinais podem converter a fibra em substâncias que modulam a sensibilidade à insulina e o metabolismo energético".

Sem dúvida, a evidência mais inovadora sobre a associação entre o peso e a saúde intestinal realizada até agora envolve a bactéria Christensenellaceae. Cerca de 97% de nós têm níveis detectáveis dessas bactérias em nossos intestinos, mas estudos mostraram que ela é mais predominante em pessoas magras.

Quando os pesquisadores analisaram bactérias intestinais hereditárias, a Christensenellaceae apareceu no topo da lista. Esse micro-organismo é encontrado em floras intestinais em todo o mundo e aparece desde uma idade muito precoce, inclusive nos intestinos dos bebês.

"Nunca tínhamos ouvido falar disso antes, e nos orgulhamos de ter feito essa descoberta", diz Ruth Ley, responsável pelo estudo e diretora do Departamento de Ciências de Microbiomas do Max Planck Institute for Development Biology, em Tübingen, Alemanha.

Para comprovar a importância dessa bactéria, pesquisadores transplantaram um microbioma associado a obesos, adaptados para incluir a Christensenellaceae, em camundongos e descobriram que isso os protegia contra o ganho de peso.

"Como a genética é responsável por apenas cerca de 40% dessa bactéria, não sabemos de onde vêm os outros 60%", diz Jillian Waters, que fez parte da equipe que realizou o estudo. Seu palpite é de que vêm da nossa dieta e do nosso estilo de vida. O objetivo dos pesquisadores agora é entender melhor essa relação para o desenvolvimento de possíveis tratamentos no futuro.

Tratamento personalizado

Enquanto isso, pesquisadores do Instituto Weizmann, em Israel, encontraram uma forma de personalizar o tratamento para beneficiar a saúde intestinal e reduzir o risco de desenvolver diabetes, doença que está associada à obesidade.

Eles pediram a mil voluntários que medissem o nível de açúcar no sangue a cada cinco minutos, além de registrar o que comeram, como dormiram e se sentiram durante uma semana. Descobriram, então, que eles reagiam de forma diferente a diferentes alimentos.

"Muitos alimentos geraram reações que esperávamos nas pessoas. Por exemplo, comer alimentos sem açúcar mantinha o nível de açúcar constante na maioria das pessoas. Já a ingestão de alimentos açucarados faziam com que esses níveis aumentassem. Mas o grau em que isso acontece varia muito entre as pessoas", diz Eran Segal, responsável pelo estudo.

Especialistas recomendam moderação no consumo do tomate
"Tomates são um alimento que aumenta bastante os níveis glicêmicos para algumas pessoas, assim, sua ingestão deve ser controlada. Já para outras, um alimento específico pode ser prejudicial, mas, quando combinado com outro, gera benefícios".

A partir dos dados coletados, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia determinar a composição bacteriana do intestino de uma pessoa e prever como os níveis de açúcar no sangue reagiriam a diferentes alimentos. Eles pediram a 25 participantes para comer alimentos considerados "bons" para o açúcar no sangue durante uma semana. Em seguida, alimentos considerados "ruins". As dietas mudaram as reações de açúcar no sangue e equilibraram com sucesso os níveis de açúcar no sangue.

O algoritmo foi licenciado para a start-up Day Two, que oferece serviços em Israel e nos EUA, e planeja expandir para o Reino Unido em um futuro próximo.

Segal está agora conduzindo pesquisas sobre pessoas com pré-diabetes e diabetes e observando se dietas customizadas projetadas por meio do algoritmo, quando mantidas por um período de tempo mais longo, podem reverter o pré-diabetes e o diabetes.

Os pesquisadores acreditam que outros tratamentos personalizados estarão disponíveis nos próximos cinco anos - mas ainda há muito trabalho a ser feito.

Bactérias em nossa flora intestinal são capazes de reações bioquímicas complexas, diz Kashyap

As bactérias em nossas entranhas, diz Kashyap, são capazes de reações bioquímicas complexas.

"Precisamos entender agora como essas bactérias influenciam cada um desses processos, levando à obesidade e diabetes, que são doenças complexas e multifatoriais", pondera.

"Nossa flora intestinal é mutável; podemos modificá-la. Se pudermos descobrir como as bactérias do intestino a influenciam, poderemos customizar tratamentos, o que terá um impacto na obesidade do paciente. Não há dúvidas de que o microbioma é parte dessa solução", conclui.

https://noticias.r7.com/saude/como-bacterias-que-carregamos-no-intestino-podem-influenciar-nosso-peso-04042019

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Relato de uma aula de necropsia

Quando os cadáveres chegam à necropsia, chegam com as roupas com as quais morrem e é  trabalho do especialista despí-lo para iniciar a necropsia.

Muitas vezes, os falecidos chegam com as expressões faciais que tiveram no último momento (medo, tranquilidade, raiva, tristeza) até às vezes com lágrimas nos olhos.

Lembro de um caso em que estava sob investigação, e um corpo de um professor foi encontrado, ele havia sido sequestrado, assassinado e enterrado há três dias em um lugar distante.

Quando ele foi exumado, ele ainda estava com seu uniforme escolar e estava em uma posição fetal e seu rosto refletia uma profunda tristeza.

Para o trabalho de despir sem cortar as roupas (a roupa é conservada para análise) foi praticamente impossível para os especialistas, dada a rigidez cadaverica.

Foi quando o médico legista chegou e disse:

-Vou lhe dizer como é o caminho certo ...

Todos nós pensamos que ele iria nos dar uma solução técnica, científica, médica ou profissional, mas ohhhhh surpresa !!

Ele começou a falar com o cadáver enquanto ele começou a despí-lo:

"Você está aqui, amigo"

"Sua família já encontrou você"

"Você não vai mais ficar sozinho"

"Tudo o que eles querem é enterrar você para que você possa estar em paz"

"Olha, eles nunca pararam de te procurar"

"Ajude-me a terminar rápido para você ir com sua família"

Bem, enquanto isso, eles nos fizeram ficar arrepiados, quando vimos que o cadáver, que havia sido enterrado por 3 dias, começou a se soltar de modo que despí-lo ficou muito fácil.

O deixamos em uma posição como se ele estivesse deitado de costas e seu rosto mudou, ele parecia calmo.

Esta dica é usada por bons médicos que apesar de viverem com a morte todos os dias, não perderam a sensibilidade de saber que diante deles tem uma pessoa que é pai, filho, marido e deve ser tratada com respeito e dignidade.

www.enfermagemvirtual.net

CURATIVOS

Conceito: é a denominação genérica que se da aos procedimentos e cuidados externos
dispensados a uma lesão.

o Curativo ,Objetivos
• Limpar a ferida;
• Proteger de traumatismos mecânicos;
• Prevenir contaminação exógena;
• Absorver secreções;
• Minimizar o acúmulo de fluidos por secreção;
• Imobilizar


Cuidados
*Limpar, proteger e manter o local seco.
*Trocar com frequência, e conforme a necessidade.
*Observar a evolução da ferida.
*O curativo não cicatriza a ferida e sim favorece
*ambiente adequado para que ela ocorra.

CURATIVO IDEAL
*O curativo deve proteger a ferida.
*Deve promover um ambiente com umidade adequada.
*Proporcionar isolamento térmico.
*Deve ser fácil de retirar a fim de evitar traumas.
*Deve remover a drenagem e os restos celulares.
*Deve ser isento de partículas e produtos tóxicos.


TIPOS DE CURATIVO
*Curativos com gaze: ideais para coberturas de feridas recentes, sangrantes e exsudativas,
Costumam ser presas com fitas adesivas. Podem dificultar a avaliação da ferida, sendo necessário
remover a cobertura.
*Curativos transparentes: coberturas para ferimentos que oferecem a visão dos mesmos. Facilitam a avaliação da ferida, sem ser necessário a remoção da cobertura. Menos volumosos
que a gaze, não necessitam de fita adesiva. No entanto, não são absorventes, mais utilizados para cobrir locais de inserção venosa.
*Curativos Hidrocolóides: são auto-aderentes, opacos e impedem a entrada de ar e água no ferimento. Sua principal característica é manter a ferida umedecida, facilitando a
cicatrização, novas células proliferam com maior rapidez em ambiente úmido. Podem ser mantidos por até uma semana, repele microrganismos por ser oclusivo.
*-SECO: recomendado em feridas cirúrgicas limpas com sutura.
Troca diária, ate retirada de pontos.
-ÚMIDO OU OCLUSIVO: impermeável, acelera a cicatrização e previne a desidratação tecidual e a
morte celular. Quando ocluído protege as terminações nervosas, reduzindo a dor.
-COMPRESSIVO: gera pressão para controlar e evitar o sangramento. Realizados com atadura,
compressas e fitas adesivas.


Tempos do curativo
1o tempo: remoção do curativo anterior
Pinças utilizadas: Kocher e dente de rato
2o tempo: limpeza da ferida
Pinças utilizadas: Anatômica e Kelly
3o tempo: tratamento da lesão
Pinças utilizadas: Anatômica e Kelly
4o tempo: proteção da ferida (cobertura).
Pinças utilizadas: Anatômica e Kelly

Limpeza mecânica com Solução fisiológica Evita o traumatismo direto na ferida, além de hidratá-la
favorece a cicatrização;
A lavagem da ferida com SF é recomendada evitando-se a limpeza mecânica, pois atritos excessivos poderão danificar o tecido de granulação;
A limpeza com SF a jato, sob pressão (por irrigação) tem o intuito de facilitar a remoção dos tecidos necróticos. É realizada com seringa ou perfurando-se o frascos de soro com agulha grossa.


Indicações de uso Feridas pouco ou moderadamente exsudativas
(manter leito úmido) Impedem a entrada de ar e água
Lesões por pressão I e II Lesões de pele Áreas doadoras de enxerto
Queimaduras superficiais Curativo protetor para prevenção de
lesões causadas por fricção.

Ação;
Estimula a neoangiogênese, manter a umidade, desbridamento.

HIDROGEL
 Composição: Gel transparente, disponível em forma de placa e gel e requer utilização de cobertura secundária.

Ação:
*Mantém umidade;
*Redução significativamente da dor: sensação refrescante;
*Hidrata e facilita remoção de tecidos desvitalizados;
Indicação:
* feridas com perda tecidual parcial ou profunda;
*feridas com tecido necrótico;
*áreas doadoras de pele;
*queimaduras

Hidropolímero
Adesivo de poliuretano, revestido com almofada de hipropolímero de alta densidade.
Mantém a umidade, absorvendo e retendo exsudato, por meio de sua estrutura porosa, que se expande, aderindo ao leito da ferida, evitando maceração.
Indicação: feridas limpas em fase de granulação, com média e pequena quantidade de exsudato.
Contra indicação: feridas infectadas, necrosadas e tunelizadas.



  POMADAS ENZIMÁTICAS
Aceleram processos de degradação e digestão das enzimas, atuam como
debridantes químicos, facilitando a proliferação e regeneração celular.


PAPAÍNA
 Atuação: desbridante, não traumático, antiinflamatório, bactericida, estimula a cicatrização.
 atuação apenas em tecidos lesados.
Deve ser armazenada em local limpo, seco, longe da luz, por ser
fotossensível e deve ficar longe de substâncias oxidantes como ferro, iodo e oxigênio.

Complicações: durante a utilização da papaína pode ocorrer sangramento na ferida. Deve-se substituir a substância por AGE, retornando depois ao uso da papaína.


COLAGENASE:
- Composição: Enzima proteolítica
- Ação: provoca necrólise, degradando o colágeno inativo da ferida, realiza desbridamento enzimático suave e não
invasivo.
- Pouca efetividade em tecidos necróticos.


 FIBRINOLISINA - FIBRASE
- Ação: dissolvem o exsudato e os tecidos necróticos, porém é pouco efetiva em grandes áreas necróticas.
- Observação: monitorar a sensibilidade do paciente


Sulfadiazina de prata
É o produto mais utilizado no tratamento de queimaduras.
Possui característica bactericida imediata e bacteriostática residual, age diretamente sobre a membrana citoplasmática bacteriana.
Desvantagem: dificultar a visualização do leito da ferida por formar uma camada opaca.


Albumina
A clara do ovo é rica em albumina, tem propriedades cicatrizantes, mantém a umidade da ferida e facilita. neoangiogênese e a formação de tecido de granulação.
 Alguns estudos antigos da eficácia de sua utilização emgranulos.


AÇÚCAR  (cristal e não refinado)
 Composição: sacarose
 Forma de apresentação: em grânulos;
 Ação: efeito bactericida;
 Observação: é necessário troca de 2/2 horas para manter a sua ação;
 Indicações; feridas com necrose de coagulação,
queimaduras, pacientes obesos, desnutridos e com idade
avançada.


ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO
-Composição: 80% de cálcio + 20% de sódio + ácidos derivados de algas marinhas
-Formas de apresentação: cordão, placa e gel
-Ação: hemostasia, debridamento osmótico, grande absorção de exsudato
(formação de gel), mantém a umidade da ferida.


FILMES TRANSPARENTES
-Composição: filme de poliuretano,aderente (adesivo), transparente,
elástico e semipermeável
Ação: umidade / permeabilidadeseletiva / impermeabilidade a fluido
Observação: pode ser utilizado
como cobertura secundária (curativo seco) Troca de até 7 dias


HIDROPOLÍMERO
 Indicação: feridas abertas não infectadas e com baixa ou
moderada quantidade de exsudato
 Observação: uso de talco para
aumentar poder de adesividade

NÃO ADERENTE (Rayon)
É utilizada também para o alívio da dor
 Composição: tela de acetato de celulose
 Ação: proporciona a não-aderência da ferida
Indicação: áreas doadoras e receptadoras de enxerto, abrasões e lacerações.


CARVÃO ATIVADO COM PRATA
Composição: carvão ativado
com prata a 0,15% envolto por tecido de nylon poroso,
selado nas quatro bordas.
Ação: absorve exsudato / filtra odores / bactericida (prata)
Indicação: feridas infectadas e exsudativas
Observação: não pode ser cortado e a prata é desativada
pelo SF.


ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE)
Composição: óleo vegetal composto por
ácidos linoléico, caprílico, cáprico, vitaminas A,
E e lecitina de soja.
Ação: quimiotaxia leucocitária, umidade, bactericida
Indicação: prevenção e tratamento de úlceras/ tratamento de feridas abertas
Contra-indicação:
alergias


Soro fisiologico 
Curativo primário no tratamento da ferida
aberta;
 Hidratação da ferida, favorece cicatrização;
 Limpeza mecânica, evita traumatismo da
ferida.


Por que devemos utilizar SF 0,9% morno?
Durante o curativo, a ferida perde de 2o a 3o em relação à temperatura corpórea, o que
causa vasoconstrição local, interferindo no
processo de cicatrização (divisão celular). A lesão leva em média 4 horas após o curativo
para alcançar a temperatura corpórea e reiniciar o processo cicatricial.


ANTISÉPTICOS
Produtos derivados do iodo
 Ação: germicida, penetra na parede celular bacteriana;
Indicação: antissepsia da pele e mucosa peri-cateteres;
 Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia;
Observação: é neutralizado na presença de matéria
orgânica.
Clínica: pouco utilizado atualmente.


CLOREXIDINA
Ação: atividade germicida por destruição de membrana citoplasmática bacteriana
Indicação: antissepsia da pele e mucosa
peri-cateter
Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia
Observação: a atividade germicida se mantém mesmo na presença de matéria orgânica; reduz a força tensil tecidual.

















9 coisas que pessoas que sofrem de depressão gostariam que você soubesse


Pense nas pessoas com quem você interage todos os dias: pode ser um colega do trabalho, um vizinho ou a pessoa que te atende no café. Elas sorriem, falam sobre os planos do fim de semana e perguntam sobre seus filhos.
Agora imagine que, por dentro, essas mesmas pessoas possam estar sofrendo de terríveis dores de cabeça, solidão e pensamentos negativos persistentes. O nível de energia delas é tão baixo que elas têm enorme dificuldade em sair da cama. Mas você jamais saberia.
Essa é a realidade de quem vive com distimia, um tipo de depressão crônica – uma forma da doença que não impede a pessoa de funcionar.
Um dos maiores desafios desse tipo de depressão é a falta de entendimento sobre suas particularidades. Pedimos a pessoas que contassem o que eles gostariam que todos entendessem:

1. As pessoas não entendem a dificuldade dos sintomas.
A depressão é uma condição difícil e debilitante. Fim da história.
“Como consigo trabalhar em tempo integral e estar bem, sou dona da minha casa e cuido de tudo sozinha, as pessoas subestimam como é difícil funcionar às vezes. Demora para processar as coisas. Experiências negativas ficam comigo um tempo, enquanto os outros as superam rapidamente. Elas simplesmente me consideram uma pessoa negativa, dramática ou sensível demais, mas é meu processo.” – Christine Dolan

2. Atividades diárias, como ir para o trabalho, ainda parecem impossíveis.
Só porque você vê uma pessoa com esse problema atacando as tarefas do dia não significa que seja tudo muito natural.
“É difícil manter-se sob controle, mas é ainda mais complicado quando você sabe que as pessoas não te compreendem e não te dão crédito só pelo fato de que você saiu da cama.” – Christine Dolan

3. A doença não precisa ser visível para ser real.
Nem todos os problemas de saúde são visíveis a olho nu. Mas o fato de você não percebê-la não significa que ela não exista.
“Só porque sou bem sucedida e pareço ter tudo sob controle não significa que uma má experiência não vá me tirar dos trilhos. E isso me dá muito medo.” – Michelle Martin Haywood

4. Elas apreciam que você pergunte como elas estão.
O apoio dos outros lembra a pessoa que sofre de depressão que ela não está sozinha.
“Você deveria me mandar mensagens e me ligar, mesmo que eu não responda imediatamente. Os pensamentos são extremamente exaustivos, então simplesmente chegar ao fim do dia às vezes tem de ser suficiente.” – Julie Kenney Myett

5. A doença é mais profunda que as circunstâncias da vida.
A depressão consegue projetar todo pensamento negativo que você tem a respeito de si mesmo numa tela enorme dentro da sua cabeça. Só porque parece que uma pessoa “tem tudo” não significa que ela não tenha problemas de saúde mental.
“Trabalho em tempo integral e sou casada. Tento muito ser ‘normal’. As pessoas me perguntam: ‘Por que você está triste? Você tem tudo. É tão linda. Tem um marido incrível, um bom emprego, dinheiro etc’. Se as pessoas soubessem a confusão na minha cabeça... ela não acaba nunca e é exaustiva.” – Jayne SC

6. As aparências exteriores nem sempre correspondem ao interior da pessoa.
Uma pessoa pode parecer funcionar normalmente, mas o que se passa internamente pode ser muito diferente.
“De fora, pareço sob controle, mas a verdade é que acho tudo muito cansativo. Acordar, tomar café-da-manhã, levar meus filhos para a escola – tudo consome minha energia. Ando num estado de exaustão constante.” – Jennifer Hazen

7. Um pouco de ajuda faz muita diferença.
Pode não parecer muita coisa para você, mas se oferecer para fazer algo para uma pessoa querida pode fazer uma diferença enorme.
“Queria que as pessoas viessem até mim em vez de esperar que eu fosse até elas (vários dos meus amigos e parentes moram a cerca de duas horas de distância). Isso tiraria muito da pressão.” – Caitriona Foley

8. Sentir-se melhor não depende de uma simples mudança de atitude.
Não dá para simplesmente “superar” a depressão ou “parar de se sentir triste”. A depressão, no fundo, é uma questão fisiológica e afeta áreas do cérebro. Ela também acarreta sintomas físicos.
“As pessoas acham que você é preguiçosa quando tem de usar toda a sua força de vontade para levantar da cama.” – Meredith Elmore

9. Tratamentos funcionam.





By Amanda Mont'Alvão Veloso

Mão-pé-Boca

 Nos últimos dias, percebo um pipoco nos casos de Doença mão-pé-boca. Pense numa doencinha chata, aperreio das famílias, dos pediatras e ain...